Histórico 

Brasão_da_cidade_de_São_FranciscoA história da colonização da região começa com a primeira expedição que explorou estas terras em 1554, de Francisco Bruza Espinosa. Braz (1977) afirma que a doação de grandes patrimônios territoriais a determinadas famílias se fazia necessária para representar a força do rei no sertão sem lei, sem policiamento e sem autoridade. Era quase um retrocesso ao feudalismo da Idade Média, justificado pela necessidade de povoamento e colonização.
Foi assim que em 1663, Antônio Guedes de Brito recebeu o vasto território de 160 léguas (Sesmaria da Casa da Ponte), pela margem direita do Rio São Francisco, começando no morro do chapéu até a nascente do Rio das Velhas, com o objetivo de impor a ordem aos numerosos bandos de malfeitores e índios fugidos das aldeias.A história da colonização da região começa com a primeira expedição que explorou estas terras em 1554, de Francisco Bruza Espinosa. Braz (1977) afirma que a doação de grandes patrimônios territoriais a determinadas famílias se fazia necessária para representar a força do rei no sertão sem lei, sem policiamento e sem autoridade. Era quase um retrocesso ao feudalismo da Idade Média, justificado pela necessidade de povoamento e colonização.

Na sua empreitada, rompendo pela caatinga até o Jequitai para cumprir sua missão de impor a ordem, foi reconhecido como libertador e conciliador pela sua habilidade evitando derramamento de sangue. Porém, morreu nesta sua jornada. Interrompida a missão civilizadora, novamente a insegurança e desordem se instalaram na região.

Com isso o então Governador Geral do Brasil, o Arcebispo Frei Manoel da Ressurreição, apela para os bandeirantes paulistas para indicar um grande sertanista iniciando uma grande campanha contra a desordem do sertão. Foi indicado o bandeirante Matias Cardoso de Almeida. Com a garantia de poder escravizar os índios, já que naquela época o comércio de escravos era um dos melhores negócios, desceu em 1690 o São Francisco e com 600 homens acampou em Morrinhos acompanhado do seu dedicado companheiro Antônio Gonçalves Figueira e do seu filho Januário Cardoso.

A luta durou alguns anos, terminando num feito decisivo do Capitão Gonçalves Figueira destroçando os caipós  às margens do Jaguaribe. Com o final da campanha, Matias Cardoso fixou-se em Morrinhos e Antônio Gonçalves Figueira, ficando com 700 índios escravos, fundou as fazendas da Jaiba, Olhos D’agua e Montes Claros.

Com a descoberta do ouro em Minas, o comércio aflorou entre o Distrito do Ouro e a Bahia, então o Rio São Francisco com intensa navegação serviu de via de transporte deste comércio. Com grandes fortunas cruzando o rio logo surgiram quadrilhas de ladrões e assassinos que se juntaram aos índios rebeldes.

Para controlar o estado de desordem da região foi designado o Coronel Januário Cardoso  que buscou conciliações pacíficas até mesmo com os índios, no entanto não teve sucesso com os caipós.

Fixou-se em morrinhos e junto com aventureiros e audazes combatentes e muitos bandeirantes fundaram novos arraiais para serem ao mesmo tempo postos avançados de combate. Foi uma matança impiedosa e medonha, diz Brasiliano Braz. Assim foi fundada a futura cidade de São Francisco na primeira década do século XVIII, não se tem registro de uma data precisa.

O povoado, hoje cidade de São Francisco, teve o primeiro nome de Pedra de Cima, depois Pedra dos Angicos. Com a criação da paróquia em 6 de novembro de 1866 passou a chamar São José das Pedras dos Angicos. Em 1871, foi transferido para o povoado o município de São Romão, porém conservou o mesmo nome. Depois em 1877 a antiga vila foi elevada cidade com o nome de São Francisco.