Histórico 

brasao-de-manga-mgO município de Manga está localizado no Norte de Minas Gerais, à margem esquerda do Rio São Francisco, de onde se avista uma das mais belas paisagens mineiras do Velho Chico. Situa-se na região onde chegaram bandeiras de Antônio Figueiras, Januário Carneiro e Matias no século XVII, que foram responsáveis pela exploração da região neste período. Porém a ocupação da área não foi tranqüila, pois os bandeirantes tiveram que enfrentar os índios, habitantes originais do local, pertencentes às Tribos Coroados, Vermelhos, Xacriabás, Rodelas, Tapuias e outras. Foram muitos confrontos e após muitas lutas, emboscadas e mortes a maior parte desses índios deixaram suas terras, partindo em direção à Goiás. Alguns índios foram feitos de escravos pelos bandeirantes. Segundo registros, aproximadamente 700 deles permaneceram em posse do bandeirante Figueira, que passou a comandar a expedição nessa região.

Com o passar do tempo, a preferência pela mão-de-obra africana vai deixando no esquecimento o indígena. Com a expulsão dos índios e o desbravamento das bandeiras/Bandeirantes fundaram os primeiros arraiás, em seguida, partiram em busca de pedras preciosas e ouro. O arraial onde Antônio instalou-se ganhou o nome de São Caetano do Japuré e em uma de suas imediações, instalou o primeiro engenho de rapadura em 1964, numa área própria ao cultivo da cana de açúcar. Antes da fundação da Capitania de Minas Gerais, a região desse arraial, assim como toda margem esquerda do Rio São Francisco até o Bispado de Diamantina, pertencia ao território de Pernambuco e a margem à direita na porção norte, fazia parte da Bahia. Com a criação da capitania de Minas Gerais, o arraial passou a ser distrito de Januária, emancipando-se politicamente em 1891. No arraial de São Caetano do Japuré havia um porto fluvial às margens do Rio São Francisco, e em seus arredores tinham muitas pastagens, onde ficavam os gados da raça Vaccum, criados pelos exploradores e habitantes da região. Por causa desses pastos, o local ficou conhecido como Mangas. Esse foi o principal motivo para dar nome à cidade.

Este local teve rápido desenvolvimento como um entreposto comercial que servia as localidades vizinhas. Este local ganhou maior destaque com a construção do primeiro tempo católico da região. Era uma igrejinha branca, construída por jesuítas no final do século XVIII e início do XIX, teve como padroeiro Santo Antonio, por isso a igreja ficou conhecida como Igreja de Santo Antônio de Manga. Ela serviu também como marco para a primeira ocupação do povoado de Mangas. Porém há controvérsia em relação à data precisa e nome do responsável pela sua fundação. Mas em alguns relatos, dão esses créditos a um padre jesuíta chamado, Bueno. O cachorro era o animal que mais acompanhavam os bandeirantes em suas façanhas mato à dentro. A medida que embarcavam rumo a outros destinos, os bandeirantes iam deixando com os habitantes locais. Por causa da grande quantidade de cães, o local passou a ser chamado também Manga dos Cachorros. E aproximadamente 1 km dali, o curral de Amador Machado que era utilizado para criação de gado e que depois foi também chamado de Manga do Amador.

Não há referências, mas o local onde hoje é a cidade de Manga, começou a se desenvolver, com a doação de terrenos feita por Dona Getrudes, fazendeira da região a Santo Antônio e São Sebastião. O povoado passou a ser conhecido como São Caetano de Manga. Dessa forma, esse aglomerado formou o novo arraial de Januária. Segundo relatos, nos tempos coloniais, o novo arraial de São Caetano de Manga tivera bons prédios em um traçado topográfico regular até os dias atuais no distrito sede de Manga. A criação do distrito Manga deu-se em 1891, através da força de lei estadual Nº 02 de 14 de setembro de 1891. Passando a integrar o município recém emancipado São Caetano do Japuré, estendendo-se até a freguesia de São Francisco das Chagas, atual cidade Chamada Barra. Em 07 de setembro é elevado à categoria de Vila pela Lei Nº 845 de 07 de setembro de 1923, constituindo três distritos: sede, Japuré e  Matias Cardoso, desmembrados do município de Januária. A emancipação de Manga se deu em 19/10/1924, através da Lei Nº 843 de 07/09/1923.