Histórico

Brasão da PMIDos distritos que compunham o município de Januária havia o antigo distrito de São João das Missões do qual fazia parte o povoado de Jacaré. Em 17 de março de 1836, o distrito de São João das Missões que foi extinto pela Lei nº 45, foi restaurado pela Lei nº 1.187, de 21 de julho de 1864; e finalmente o Decreto nº 277, de 05 de dezembro de 1890 transferiu a sede do distrito para o povoado de Jacaré.

O nome de Jacaré se dá porque existiu naquele tempo um arraial a que seus poucos habitantes chamavam de Jacarezinho, localizado a uma distância de cinqüenta quilômetros de onde hoje está situada a sede do Município de Itacarambi. O referido arraial localizava-se mais para os lados dos gerais. Uma vila se formou à margem esquerda, no alto do barranco onde jacarés tomando sol eram freqüentemente avistados pelos ocupantes das embarcações que subiam ou desciam o rio São Francisco e seus primeiros habitantes foram os índios Gamelas e os Xacriabás.

Além de Jacarezinho, merece destaque a Ilha do Capão, que fica na margem oposta a Itacarambi. Segundo seus moradores, a ilha se unia à margem esquerda do rio São Francisco por uma faixa de areia que os caboclos, com o trabalho de seus braços retiraram, formando um braço do rio e transformando em lagoa, que era inteiramente povoada por jacarés e por piranhas – o mais voraz dos peixes de água doce do país.

A localidade de Capão, também chamada Capão do Cleto – conforme Alcides D’Orbigny no seu livro “Da Bahia à região das Minas” -, era habitada pelos índios que favoreceram a colonização e que também foram suas primeiras vítimas.

Hoje a Ilha do Capão é habitada por uma comunidade predominantemente crioula, pois os índios retiraram-se para São João das Missões.

Tão antiga quanto o Capão é a comunidade de Brejo da Pindaíba, que tem como padroeira Nossa Senhora Santana, cuja festa ocorre no dia 26 de julho.

Com a Lei nº 921, de 24 de setembro de 1926, o povoado de Jacaré teve sua denominação mudada para Itacarambi, e aos poucos, foi tomando características urbanas, apresentando alinhamento nas suas construções e formando-se então as três primeiras ruas.

Em 30 de dezembro do ano de 1962, o distrito de Itacarambi foi elevado a município pela Lei nº 2.764, ficando assim desmembrado de Januária. Com a emancipação, o distrito de São João das Missões passou a pertencer ao Município de Itacarambi. E, finalmente, em 02 de março de 1963 o Município de Itacarambi foi instalado sob a intendência do Sr. Nelson Fonseca Pinto.

O povoamento do município se deu através da mistura dos nativos, colonizadores brancos, escravos fugitivos, escravos que acompanhavam os proprietários das terras e com os nordestinos que ali se instalaram, constituindo assim as primeiras famílias: os componentes da família Ferreira no Brejo da Pindaíba; em seguida, os Moreira, e depois os Azevedo, que vieram da Bahia. Além dessas famílias, vieram também as do professor Josefino Barbosa, que também era baiano. Mais tarde veio o coronel Horácio de Matos; e a família Sá, de Sérvulo e Antônio de Sá; a família Corrêa, do major João Corrêa entre outras.

A cidade de Itacarambi recebeu esse nome por localizar-se em frente a uma montanha e às margens do rio São Francisco, num lugar a que os índios chamavam de Itacarambi, que em linguajar tupi-guarani significa “rio da pedra redonda”, ou de outra forma, “peixe que nada em volta da pedra”, ou ainda “pedra de duas caras”.

Uma última hipótese é sustentada por alguns estudiosos que dizem ser a palavra Itacarambi, derivada de itacuruba ou itacurumbi, que quer dizer “lugar cheio de pedregulho”.

A passagem dos missionários e jesuítas também foi marcante na região e se autentica na construção da “igrejinha”, cuja padroeira é Nossa Senhora da Conceição – também padroeira da cidade de Itacarambi. A igreja foi construída no século XVIII (1794). Trata-se de uma construção simples, sem rebuscamento arquitetônico, porém com características definidas e que relatam a época citada.

A frente da igreja está voltada para o rio São Francisco, segundo eles para abençoar o movimento que se ligara ao rio, tais como: navegação, pescaria, plantação.

Havia na frente da Igreja um cruzeiro de madeira, símbolo usado pelos descobridores e colonizadores que se diziam propagadores do Cristianismo.

Temperaturas

Média Anual (ºC): 23,6° C

Mínima (ºC):    18,2°                          Mês: junho e julho

Máxima (ºC):   30,8°                        Mês: agosto e setembro

Período

Seca: maio a setembro

Chuva: outubro a abril (maior concentração em novembro, dezembro e janeiro)

Clima

Transição entre semi-árido e tropical úmido do cerrado

tempo-itacarambi

 

 

Altitute Média: 645 m (sede)  mínima:448m  máxima: 842m

Principais Atividades Econômicas:

Agricultura, com cultivo de milho, feijão, mamona, banana prata, sorgo granífero, tomate, mandioca.

Agropecuária: Produção bovina de 18.145 (250 propriedade rural e 195 criadores de gado de corte) cabeças e suínos 3.088 cabeças. Agricultura com cultivo de milho, feijão, mamona, banana prata, sorgo granífero, tomate e mandioca. Piscicultura: pesca artesanal.

Pecuária de corte em 250 propriedades e 195 criadores.

Pesca artesanal.

Exploração do minério de Manganês para fabricação de ferro ligas e reversas de calcário dolo mítico.

Agroindústrias.

Indústria de beneficiamento de combustíveis a base de mamona.

Fotos